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Veteranos Sport Lisboa e Cartaxo
CRÓNICA DE UMA VITÓRIA ANUNCIADA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Cartaxo, sábado dia 27 de Fevereiro do ano de 2010. O relógio aproxima-se das 14h30, hora marcada para a concentração da equipa no local habitual. Dirijo-me assim para o café “Tony” a passo rápido, já que por norma não pactuo com atrasos. As ruas encontram-se desertas, fortes rajadas de vento varrem por completo a cidade e só os mais afoitos se aventuram a sair. Junto ao jardim ouve-se o ranger das velhas árvores que ao vergarem-se à intempérie vão soltando os ramos mais enfraquecidos. Um velho homem desequilibra-se ao tentar atravessar a rua ao mesmo tempo que segura numa ferrugenta bicicleta. Prontamente, coloco a mão no seu braço enfraquecido pelas agruras da vida e agarro-o com firmeza. Um ténue obrigado sai da sua boca. Respondi com o devido respeito que qualquer ancião me merece:

“-Ora essa, de nada amigo.”

Ainda o ouvi balbuciar meia dúzia de palavras quase imperceptíveis, talvez lamentando-se da intempérie, quem sabe.

O tempo não era para demoras, o “Tony” era já ali.

Ao aproximar-me olho ansiosamente tentando descortinar quem “por lá mora”. Vejo gente, a minha gente, o pessoal que me alegra o coração. À medida que me vou aproximando a algazarra fica mais intensa. Deixo de sentir frio, não há vento, não há chuva, apenas uma alegria imensa que me aquece a alma. Nuvens escuras como breu tapam por completo o sol lançando a escuridão, mas é como se fosse um dia de verão. Por mais que tente não consigo arranjar palavras para explicar o sentimento que me assolou no momento.
Finalmente chego, à porta encontro o melhor mister do mundo. Cumprimento-o calorosamente. Um a um, sempre com a mesma alegria, aperto a mão aos velhos “craques” do SLC.
O jogo estava ganho, era para mim a...

CRÓNICA DE UMA VITÓRIA ANUNCIADA

(TORRES NOVAS 1 – 3 S.L.CARTAXO)

 

O bom futebol está de regresso aos relvados (ou sintéticos) do país. Os veteranos do S.L.Cartaxo regressaram às vitórias com uma exibição em que a excelência do seu futebol não deixou margem para dúvidas.

Segue então a crónica do jogo...

semfotoNuma tarde em que a chuva e o vento se fizeram sentir, as equipes de veteranos do Torres Novas e do S.L.Cartaxo deram uma verdadeira lição de entrega e espírito de sacrifício no encharcado sintético em Bugalhos, local onde se disputou a partida.
O piso molhado e a necessitar de ser “penteado” não inibiu as duas equipes, que, apesar dessa contrariedade, não deixaram de ter momentos de grande espectacularidade.

Com um início dominador mas algo atabalhoado, a equipe da capital do vinho foi empurrando a turma do Torres Novas que, mais serena, adaptou-se melhor às condições do terreno. O Cartaxo levou algum tempo até se habituar a um piso que tornava o futebol extremamente rápido, na medida em que a bola atingia ao tocar no terreno, velocidades proibidas para jogadores veteranos.
Assim, após um período de adaptação em que se falharam alguns passes essencialmente no último terço do terreno, a equipe do Cartaxo com jogadores mais rápidos e com laterais extremamente ofensivos (diria até que em demasia), começou a criar enormes desequilíbrios na defensiva torrejana. Aos poucos, o domínio foi-se intensificando e sentia-se que o golo surgiria a qualquer altura mesmo sabendo que o Torres novas sempre que podia, de forma mais lenta mas eficiente, conseguia também ele acercar-se da área do Cartaxo, que, com uma defesa segura, conseguia anular com alguma facilidade um ou outro lance que foi surgindo.
Foi então que apareceu o primeiro momento de verdadeira magia. De forma subtil, César (esse mesmo, o Pele do Ribatejo) pica a bola para Nuno Presume (o tal Queniano) que de forma inteligente e num gesto técnico perfeito, encosta para Batista que não se fazendo rogado desfere um pontapé digno de fazer levantar qualquer estádio.
Estava aberto o activo.

Se eventualmente alguém pensou que a turma torrejana iria baixar os braços certamente ter-se-á enganado. Numa verdadeira demonstração de como se joga futebol sem grandes correrias, mas ocupando de forma quase perfeita os espaços, os jogadores do Torres Novas reagiram de imediato, e antes ainda de terminar a primeira parte empatam a partida.
Terminava assim a primeira parte com um empate penalizador para o S.L.Cartaxo que, sendo mais forte, não teve a lucidez necessária para transformar em golos os lances que foi criando, isto apesar de reconhecidamente, a turma do Cartaxo não ter de momento um ponta de lança com as características que se requer para aquela posição.

Na segunda metade tudo mudou. O Cartaxo surgiu mais solto e com muito mais segurança no passe. Finalmente os seus jogadores percebiam a forma como teriam de jogar num sintético molhado.
O domínio em determinados períodos foi avassalador, e foi com naturalidade que chegou à vitória, primeiro através de um cruzamento (creio que mal efectuado mas não o vou dizer.lol.) de João Soares que deu origem a um auto-golo.
No entanto, o momento do jogo estava para vir. Paulo Chinês, que entrara no inicio da segunda parte, a uns bons 25 metros da baliza desfere um pontapé fenomenal, fazendo a bola descrever um arco indo anichar-se no canto superior direito da baliza à guarda do homem de Torres Novas (já devem ter percebido que não tenho a constituição da equipe adversária.)lol.
Estava selado o marcador.
 
Os veteranos do Cartaxo saíam assim com uma vitória incontestável, ante um adversário que nunca baixando os braços foi um digno opositor.

No final, mais um fabuloso repasto, tendo as duas equipes saído com um empate técnico desta terceira parte. Note-se no entanto, que o Cartaxo jogou com um jogador a menos (Barrela) que por motivos sobejamente conhecidos, de momento não pode atestar o depósito.

Termino com os meus agradecimentos em nome dos veteranos do S.L.Cartaxo à equipa de veteranos do Torres Novas pela sua arte de saber receber.

Por isso, um...   Bem-haja para todos!


__________

FICHA DE JOGO:  VETERANOS T. NOVAS x VETERANOS S L CARTAXO
DATA:  27/2/10
CAMPO: SINTETICO EM BUGALHOS(T.Novas)

RESULTADO FINAL: T.NOVAS 1 x SL CARTAXO 3

S.L.CARTAXO ALINHOU COM: Paulo Jorge, Mira, Mirão, Chalana e João Soares; Nuno Presume, João Pedro, César e Batista; Maltez e falagueira.

JOGARAM AINDA:
Barrela, Magalhães, Paulo Xinês, Rebocho, Mirradinho, Correço e Coelho.

TREINADORES:
Barroca e Manelito
MASSAGISTA: Rui Canteiro
DIRECTOR: Paulo Jarego

MARCADORES:
Batista, Paulo Xinês e C.Oliveira (pb)


(Ficha de Jogo a cargo de Camponeutro, Crónica do Pelé do Ribatejo)

     Olá meus amigos, o bom futebol está de regresso aos relvados (ou sintéticos) do país. Os veteranos do S.L.Cartaxo regressaram às vitórias com uma exibição em que a excelência do seu futebol não deixou margem para dúvidas.

Segue então a crónica do jogo...

TORRES NOVAS 1 - 3 S.L.CARTAXO

 
     Numa tarde em que a chuva e o vento se fizeram sentir, as equipes de veteranos do Torres Novas e do S.L.Cartaxo deram uma verdadeira lição de entrega e espírito de sacrifício no encharcado sintético em Bugalhos, local onde se disputou a partida.
 
     O piso molhado e a necessitar de ser “penteado” não inibiu as duas equipes, que, apesar dessa contrariedade, não deixaram de ter momentos de grande espectacularidade.
 
     Com um início dominador mas algo atabalhoado, a equipe da capital do vinho foi empurrando a turma do Torres Novas que, mais serena, adaptou-se melhor às condições do terreno. O Cartaxo levou algum tempo até se habituar a um piso que tornava o futebol extremamente rápido, na medida em que a bola atingia ao tocar no terreno, velocidades proibidas para jogadores veteranos.

     Assim, após um período de adaptação em que se falharam alguns passes essencialmente no último terço do terreno, a equipe do Cartaxo com jogadores mais rápidos e com laterais extremamente ofensivos (diria até que em demasia), começou a criar enormes desequilíbrios na defensiva torrejana. Aos poucos, o domínio foi-se intensificando e sentia-se que o golo surgiria a qualquer altura mesmo sabendo que o Torres novas sempre que podia, de forma mais lenta mas eficiente, conseguia também ele acercar-se da área do Cartaxo, que, com uma defesa segura, conseguia anular com alguma facilidade um ou outro lance que foi surgindo.

     Foi então que apareceu o primeiro momento de verdadeira magia. De forma subtil, César (esse mesmo, o Pele do Ribatejo) pica a bola para Nuno Presume (o tal Queniano) que de forma inteligente e num gesto técnico perfeito, encosta para Batista que não se fazendo rogado desfere um pontapé digno de fazer levantar qualquer estádio.


     Estava aberto o activo.

     Se eventualmente alguém pensou que a turma torrejana iria baixar os braços certamente ter-se-á enganado. Numa verdadeira demonstração de como se joga futebol sem grandes correrias, mas ocupando de forma quase perfeita os espaços, os jogadores do Torres Novas reagiram de imediato, e antes ainda de terminar a primeira parte empatam a partida.
 
     Terminava assim a primeira parte com um empate penalizador para o S.L.Cartaxo que, sendo mais forte, não teve a lucidez necessária para transformar em golos os lances que foi criando, isto apesar de reconhecidamente, a turma do Cartaxo não ter de momento um ponta de lança com as características que se requer para aquela posição.
 

     Na segunda metade tudo mudou. O Cartaxo surgiu mais solto e com muito mais segurança no passe. Finalmente os seus jogadores percebiam a forma como teriam de jogar num sintético molhado.

     O domínio em determinados períodos foi avassalador, e foi com naturalidade que chegou à vitória, primeiro através de um cruzamento (creio que mal efectuado mas não o vou dizer.lol.) de João Soares que deu origem a um auto-golo.
 
     No entanto, o momento do jogo estava para vir. Paulo Chinês, que entrara no inicio da segunda parte, a uns bons 25 metros da baliza desfere um pontapé fenomenal, fazendo a bola descrever um arco indo anichar-se no canto superior direito da baliza à guarda do homem de Torres Novas (já devem ter percebido que não tenho a constituição da equipe adversária.)lol.

 
Estava selado o marcador.
 
     Os veteranos do Cartaxo saíam assim com uma vitória incontestável, ante um adversário que nunca baixando os braços foi um digno opositor.

     No final, mais um fabuloso repasto, tendo as duas equipes saído com um empate técnico desta terceira parte. Note-se no entanto, que o Cartaxo jogou com um jogador a menos (Barrela) que por motivos sobejamente conhecidos, de momento não pode atestar o depósito.


     Termino com os meus agradecimentos em nome dos veteranos do S.L.Cartaxo à equipa de veteranos do Torres Novas pela sua arte de saber receber.

     Por isso, um...

     Bem-haja para todos.
 
CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA (TORREENSE 3 – 0 CARTAXO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Cartaxo, sábado dia 20 de Fevereiro do ano de 2010.

semfotoO relógio aproxima-se das 14h00, hora marcada para a concentração da equipa no local habitual. Dirijo-me assim para o café “Tony” a passo rápido, já que por norma não pactuo com atrasos. Ao longe, num esforço inglório, um último raio de sol luta desesperadamente por entre o acastelado de nuvens enegrecidas pintalgando-as de laranja. No jardim, ali pelo centro da cidade, um bando de pássaros voa em desordem chilreando freneticamente. Aos poucos, um a um, vão-se refugiando na segurança de uma árvore. Em bom tempo o fizeram, uma brisa gélida levanta-se como que a anunciar que a tempestade vem aí. Uma gota cai suavemente ziguezagueando até ao chão. A batalha estava ganha, o sol perdeu e chorou. As suas lágrimas vão ganhando cada vez mais força deixando a terra manchada como que por encanto.

Chego finalmente ao “Tony”, fico intrigado, a habitual algazarra não existe. Não vejo muita gente de fato de treino, algo está mal. Um calafrio percorre-me o corpo. Isto não pode estar a acontecer.
Vou cumprimentando os poucos que estão presentes. Vejo o Mister “Manelito” que me diz que desta vez não pode ir. Não o posso condenar por tal, afinal detém o record de presenças e é um exemplo para todos nós.
Mas...e os outros? O que se passa?
Bebo um café, para aquecer a alma mando vir um licor Beirão e deixo-me ficar em amena cavaqueira com o Chuk Norris até há hora da partida.
Parece que a hora nunca mais vem...
”- falta gente, não temos 11....há que esperar um pouco mais...”
Ouvi algures.
...
O tempo vai passando...
...
E passa...
Há!...vem aí o Paulo Jorge e o João Pedro. Mas...estes nunca falham.
E os outros? Por onde andam?
1,2,3...10...11 há!...temos onze, porreiro, deixa animar a malta com uma boca:
- “Temos onze? É pá isso chega, vamos embora pá, o pele hoje faz hat-trick.”
Alguem me diz:
-“O Mirra vai lá ter.”
“-Porreiro, temos 12 então.”
Entro na carrinha e fico pensativo. Não ouço a habitual alegria. O que se passa?
Há!...porra, falta o animador de serviço. O grande Barrela não veio. Enfim, tal como o nosso Mister “Manelito”, seria um crime apontar o dedo a quem nunca falta.
A carrinha segue viagem.
Viagem longa, triste, cansativa.
-“Torres Vedras é já ali...”
Dizia o João Pedro. Mas nunca mais chegava. Sentia que acabava de perder algo.
O jogo estava perdido antes de começar.
Era para mim a...


...CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA.
TORREENSE 3-0 CARTAXO!

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por PELÉ DO RIBATEJO